Sinopse

>> domingo, 12 de julho de 2009


Da rotina de uma "repartição" - metáfora para qualquer ambiente inóspito e burocrático de trabalho, revela-se o desenvolvimento de laços de cumplicidade entre dois de seus novos funcionários, gerando incômodo nos demais. É que “num deserto de almas também desertas, uma alma especial reconhece de imediato a outra.” Criado a partir do conto homônimo de Caio Fernando Abreu. Espetáculo integrante do projeto Observatório de Criação.

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Ficha Técnica e Artística

Concepção: Cia. Luna Lunera
Texto: Caio Fernando Abreu
Diretores/Criadores: Cláudio Dias, José Walter Albinati, Marcelo Souza e Silva, Odilon Esteves e Rômulo Braga
Em cena: Cláudio Dias, Marcelo Souza e Silva, Odilon Esteves e Guilherme Théo
Relator do Processo: José Walter Albinati
Workshop de Ações Verbais: Odilon Esteves
Workshop de Contato Improvisação: Cláudio Dias
Workshop de Voz e Arranjo Vocal: José Walter Albinati
Cenário e Figurino: Núcleo de criadores do espetáculo
Consultoria de Figurino: Carla Mendonça
Iluminação: Felipe Cosse e Juliano Coelho
Programação Visual: Frederico Bottrel
Produção: Cia. Luna Lunera

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Processo Criativo

Em maio de 2007, numa iniciativa informal, sem recursos, a Cia. propôs-se estabelecer internamente um grupo de estudos sobre Contato Improvisação e o Método das Ações Físicas e Verbais, tendo respectivamente Cláudio Dias e Odilon Esteves como mediadores. A intenção foi a de propiciar uma base inicial para que futuramente fossem convidados especialistas nestas áreas, com vistas a uma maior fundamentação. Formatou-se aí o que veio se chamar Observatório de Criação, já que um dos intuitos do grupo era o de abrir à comunidade os seus procedimentos criativos, com todos os seus impasses e soluções processuais.

Na prática, acabou-se por deslocar o mote inicial de estudos para um outro propósito latente: investir num exercício coletivo de direção e dramaturgia a ser desenvolvido pelos atores do grupo. Ainda nesta fase, decidiu-se aplicar as primeiras vivências da pesquisa tendo por base alguns textos aleatórios. Focou-se posteriormente na exploração do conto AQUELES DOIS, de Caio Fernando Abreu, descobrindo nele suas instigantes qualidades épico-dramáticas e uma inspiração para potencial montagem.

Organizou-se um cronograma de direção conduzida a cada semana por um dos quatro atores envolvidos no processo nesta fase, a saber: Marcelo Souza e Silva, Cláudio Dias, Odilon Esteves e José Walter Albinati, tendo este último optado por dedicar-se exclusivamente ao núcleo de direção e dramaturgia compartilhadas junto aos demais, o que gerou o convite para que Rômulo Braga (Cia. Lúdica) viesse compor o quarteto de atores que se verá em cena.

Esse coletivo partiu de improvisações e imersões na obra de Caio, propôs, sobrepôs e experimentou roteiros e, literalmente “a dez mãos”, assina a criação do espetáculo, que conta de fato com a contribuição do público interessado, presente a cada sessão aberta do Observatório de Criação, cujos feedbacks têm funcionado como autênticos norteadores e ainda se renovarão ao longo da temporada.

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Trajetória do espetáculo

Prêmios
- 21º Prêmio Shell de teatro de SP (2009) - Melhor iluminação. Indicado ainda aos prêmios de Melhor cenário e Melhor direção
- 5º Prêmio Usiminas-Sinparc - Melhor Espetáculo, Melhor Direção (Cláudio Dias, José Walter Albinati, Marcelo Souza e Silva, Odilon Esteves e Rômulo Braga) e Melhor Ator (Rômulo Braga)
- 13º Prêmio Sesc-Sated - Melhor Espetáculo, Melhor Direção (Cláudio Dias, José Walter Albinati, Marcelo Souza e Silva, Odilon Esteves e Rômulo Braga).

Eventos Internacionais
- 3° Encuentro de Creadores Teatrales Independientes (Santiago de Querétaro/México) - Agosto de 2010
- Festival Internacional de Londrina (Filo) - Junho de 2010
- FIAC - 1° Festival de Artes Cênicas da Bahia - Outubro 2008
- Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto/SP -Julho 2008
- 9º FIT-BH Festival Internacional de Teatro Palco e Rua – Julho 2008

Eventos Nacionais
- Escambo Cultural - Centro Oeste de Minas (Itaúna/MG) - Setembro de 2010
- Festival de Brasilia (Brasilia, Ceilândia e Taguatinga) - Setembro de 2009
- Festival de Presidente Prudente (SP) - Agosto de 2009
- Festival Agosto de Teatro (Natal-RN) - Agosto de 2009
- Peça Bis Teatro Alterosa (Belo Horizonte) - Julho 2009
- Festival de Inverno de Ouro Preto/MG - Julho 2009
- 3ª Mostra nacional de teatro de Uberlândia/MG - Março 2009
- Campanha de popularização do teatro e da dança (Timotéo-MG) - Março 2009
- 35ª Campanha de popularização do teatro e da dança de MG (BH) - Jan/Fev/Mar 2009
- 40º Festival de Inverno de Diamantina/MG – Julho 2008
- 2ª Mostra de teatro Sesc Campinas/SP - Julho 2008
- 1º Festival Nacional de Teatro de Ipatinga/MG – Junho 2008
- 17º Festival de Curitiba – Mostra Contemporânea – Março 2008

Temporadas e apresentações
- CCBB Rio (Rio de Janeiro) - Jan/Fev 2010
- SESC Av.Paulista (São Paulo) - Nov/Dez 2008
- Teatro da Caixa (Curitiba) - 3 apresentações - Setembro de 2008
- Sesi Holcim (BH) - Agosto de 2008
- Sesi Holcim (BH) - Abril de 2008
- Teatro Municipal Francisco Nunes (BH) - 4 apresentações - Março de 2008
- Sesi Holcim (BH) - Temporada de estréia - Novembro de 2007





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O autor do conto, na obra e no espetáculo

O conto, publicado em sua primeira versão em "Morangos Mofados" (Brasiliense, 1982), faz parte de "Os Cem Melhores Contos Brasileiros do Século" (curadoria de Italo Moriconi, Objetiva, 2000). Nele, como praticamente em toda produção literária de Caio Fernando Abreu, são múltiplas as citações ou simples menções a artistas e obras de áreas diversas, locações urbanas, letras de músicas, filmes, épocas, onde o autor mistura, despudoradamente, seus mundos biográfico e ficcional.

Texto e espetáculo possibilitam uma diversidade de leituras e percepções sobre o universo "daqueles dois". Os atores revezam-se nos papéis de Raul e Saul, narram trechos, sugerem os outros personagens da “repartição” e inserem suas próprias referências e leituras para o texto de Caio. Há ainda no cenário, no figurino, na música e no texto uma intencional simultaneidade abrangente a várias décadas.

O jogo corporal entre atores, o trabalho com a fala, a relação com o espaço e os objetos, recebeu influência dos temas deflagradores do Observatório de Criação da Cia. Luna Lunera: o contato improvisação e o método das ações vocais.

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Observatorio de criação

O espetáculo integra as ações do OBSERVATÓRIO DE CRIAÇÃO, que põe à mostra os novos processos criativos da Cia. Luna Lunera. Viabilizado através do Fundo Estadual de Cultura, o projeto surgiu basicamente de três propósitos: a intensificação do treinamento dos atores da Cia.; o aproveitamento interno dos membros do grupo nos exercícios de direção, dramaturgia e preparação de atores; e a abertura demonstrativa desses procedimentos. O Observatório pretende radicalizar essas práticas que, ao longo de sua trajetória, o grupo tem realizado em ensaios abertos, oficinas, cursos, debates e palestras.


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Críticas

“Um dos textos mais conhecidos de Caio Fernando Abreu, o conto ‘Aqueles Dois’, é, talvez por conta de sua fama, dificílimo de ser transposto para a linguagem teatral. Por quê? Por conta das armadilhas fáceis nas quais o encenador pode incorrer. (...) Pois a companhia mineira Luna Lunera dribla com raro brilho essas questões e apresenta (...) uma adaptação impecável de ‘Aqueles Dois’”.
Jefferson Lessa – O Globo, 03/02/2010

“Os atores-dramaturgos-cenógrafos-criadores desta coletivização de instigantes propostas dão corpo e voz a orgânica transposição do literário para o cênico, numa íntegra unidade onde não há lugar para destaques. Cláudio Dias, Marcelo Souza e Silva, Odilon Esteves e Rômulo Braga formam núcleo de criação vigoroso, em que ideias se transformam em teatro pulsante”.
Macksen Luiz – Jornal do Brasil, 07/02/2010

“A capacidade de entrega é o que torna Aqueles Dois espetáculo singular. Por causa dela, o Luna Lunera arrebata público cada vez mais heterogêneo, em faixa etária e convicções. O grupo, que encontrou medida justa para tratar o excelente conto de Caio Fernando Abreu, leva para a cena o que a narrativa tem de mais agudo e sensível e envolve o espectador nas angústias de seus personagens – tão particulares quanto universais. Com delicadeza, trata das incoerências de uma geração, que se pretende livre, desencabulada, mas que em realidade repete com hipocrisia erros de um passado nada distante”.
Janaína Cunha Melo – Jornal Estado de Minas (BH/MG), 17/01/2009

“Aqueles Dois é um dos mais felizes resultados do processo criativo coletivo que tanto vem sendo exercitando no Brasil nos últimos anos, uma peça revigorante feita com talento, humor, humildade e afeto”.
Fabiana Moraes – Jornal do Commercio de Pernambuco, 26/11/2008

“História que salta aos olhos do leitor, a trama ganha adaptação do grupo mineiro Luna Lunera e surpreende por fugir do óbvio. Explora clichês oitocentistas sem usá-los como muleta e, acima de tudo, extrapola a temática homossexual para tratar das relações humanas e da solidão”.
Dirceu Alves Jr. – Veja São Paulo, 12/11/2008

“É o que muitos perseguem, mas só aparece de vez em quando, aquele espetáculo capaz de tocar plateias dos mais diferentes matizes sem ser piegas ou melodramático. Que une intérpretes expressivos, dramaturgia bem urdida e elementos cênicos escolhidos com rigor e precisão”.
Beth Néspoli – O Estado de São Paulo, 31/10/2008

“Aqueles Dois não é arrebatador e imperdível só pelo tema que escolheu, acumula a importância de ser libertário. Mais que pertinente, libertária e oportuna, é uma criação de alto nível”.
Miguel Anunciação – Jornal Hoje em Dia, 28/04/2008

“O resultado é uma encenação de incrível fluidez, vislumbrada tanto nas sobreposições de uma cena em outra, quanto na dinâmica de construção e descontrução do cenário através dos vários objetos dispostos no palco”.
Julia Guimarães – Jornal Pampulha, 25/04/2008

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